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LARGO RIACHUELO

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A Cidade Somos Nós – Propostas para São Paulo de 2030

A proposta da nossa equipe se baseia sobretudo no resgate das características paisagísticas da área de estudo, pois identificamos, com base em uma aprofundada leitura e pesquisa  do contexto urbano, que há um potencial de retomar o caráter que existia antes da implantação do Plano de Avenidas de Prestes Maia.

Atualmente, a Praça da Bandeira está constituída como uma barreira urbana, cindindo o tecido da cidade, impedindo uma relação mais direta entre o Centro “Velho” (Patriarca, Sé, etc) e o Centro “Novo” (República, Av. Ipiranga).  Esta cisão também se mostra nos usos predominantes de cada parte, uma vez que o lado Centro Velho possui um uso quase que exclusivamente comercial, enquanto que o lado Centro Novo possui maior diversidade de usos, o que o torna mais dinâmico.

 

O terminal existente e as passarelas, assim como o sistema viário de alta capacidade que cruzam a Praça, além da falta de verde e de espaços de contemplação e convivência impedem sonharmos uma outra cidade.

Também identificamos uma limitada mobilidade, não só para o pedestre, mas para todo o sistema viário que não tem continuidade de um lado ao outro do vale. Na atual hierarquia de uso do espaço urbano, o uso individual do carro se sobrepõe aos demais meios de transporte.

 

O projeto da equipe pretende retirar o terminal de ônibus e construir um nível subterrâneo para as grandes avenidas, liberando desta forma o nível térreo para o convívio e a circulação numa dimensão local. Ao mesmo tempo, o projeto pretende restaurar a qualidade dos rios e da paisagem natural através de um desenho que priorize a escala humana, valorizando a conectividade dos trajetos e os espaços de pedestre, de bicicletas e outros veículos não motorizados.

 

O nível da cidade será servido por uma rede hierarquizada que garanta o acesso ao transporte público, o que significa que apenas os trajetos de curta duração serão realizados neste nível. Grandes deslocamentos utilizariam um segundo nível ou linhas de maior capacidade. O abastecimento do comércio local será realizado com veículos menores, muitas vezes movidos a tração humana e poderão conviver em harmonia com o nível dos pedestres.

 

A partir do momento em que a Praça volta a ter uma escala apropriada para o ser humano, este espaço propicia uma maior diversidade de usos no entorno imediato e serve também como vetor de expansão de um uso mais diversificado. A proposta visa tratar os vazios urbanos como novos espaços públicos abrindo galerias de ligação entre quarteirões, permitindo uma maior intensidade de uso para pequenos comércios e, como não dizer, construindo novas habitações.

 

A idéia é que o Largo do Riachuelo seja uma extensão do grande espaço público que é o Vale do Anhangabaú, porém com um caráter distinto, aonde a água e a geografia são as protagonistas. Além disso o projeto pretende transformar a relação que a cidade e seus habitantes tem com  os rios, valorizando assim o patrimônio natural, histórico e cultural através de uma perspectiva contemporânea e possível.

Projeto: Estúdio Artigas + Urb SP + Ateliê Navio + Bruno Layus + Neili Farias

Equipe: Marco Artigas, Ursula Troncoso, Bruno Layus, Neili Farias

Data do projeto: 2010